segunda-feira, 28 de maio de 2012

Speed (ciclismo)

Speed são bicicletas feitas para velocidade. Bicicletas speed são mais leves que outros tipos, além de terem uma arquitetura voltada para o formato aerodinâmico. Graças à moderna indústria, a bicicleta é cada vez mais leve, resistente e veloz. Uma brilhante vitória para a máquina que melhor uso faz da energia humana.
Em julho de 1990. depois de pedalar 90 horas, 43 minutos e 20 segundos, o americano Gregory LeMond venceu pela terceira vez o Tour de France, a mais famosa e importante prova ciclistica do mundo. Para LeMond, foi uma questão realmente pessoal. Um ano antes, sua vitória apenas 8 segundos à frente do favorito, o francês Laurent Fignon, estabeleceu um recorde às avessas: foi a menor diferença entre os dois primeiros classificados registrada nessa modalidade de corrida.
Na verdade, a pequena vantagem deixou margem para que os especialistas em ciclismo atribuíssem o êxito do americano não a seu esforço individual, mas à utilização de um novo aparato, destinado a aumentar a aerodinâmica de sua bicicleta. Tratava-se de uma extensão em forma de U, presa ao guidão, que permite ao ciclista apoiar o cotovelo sem sair da posição que proporciona o melhor rendimento nas pedaladas. A uma velocidade de 40 km/h, LeMond foi ganhando de seu adversário francês até 2 segundos por quilômetro rodado, um desempenho tão notável que levou Fignon a adotar o dispositivo em outras provas.
Em pé de igualdede, no ano seguinte o americano pôde provar sua superioridade sem nenhuma margem de dúvida: foram 2 longos minutos e 6 segundos de vantagem sobre o segundo colocado, desta vez o italiano Claudio Chiapucci. Com uma nova vitória na clássica prova, LeMond demonstrou como somar homem e tecnologia. Como bem mostra o ciclismo, a luta pelo tempo hoje em dia, é travada não só pelos competidores, mas por toda equipe, que tem de desenvolver equipamentos cada vez melhores e mais eficientes.
Tarefa difícil, pois a bicicleta tem sido a mais eficiente máquina já criada para converter energia humana em propulsão. Apenas 1% da energia transmitida das pernas à roda traseira se perde, o que torna possível ao ciclista manter facilmente a marcha entre 16 e 19 km/h, isto é, quase quatro vezes a velocidade do caminhar. Não é por outra razão que o formato deste veículo pouco mudou ao longo de sua história.

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